3 de junho de 2014

Pedro Barroso


Considerado um dos últimos trovadores de uma geração de coragem que ajudou pela canção a conquistar as liberdades democráticas para Portugal, Pedro Barroso – com o seu timbre de voz inconfundível – continua a constituir-se como uma alternativa sempre diferente nos seus concertos, repletos de emoção e coloquialidade, como se de verdadeiros encontros de amigos se tratasse. Porque «cantar é uma maneira de estar vivo». E continua a cantar os seus grandes temas de sempre – a mulher, o amor, o mar, a natureza, a solidariedade, os tipos humanos, a portugalidade, a reflexão sobre a Vida...
Sobre Pedro Barroso e a sua arte, disse Armando Carvalhêda (autor do programa "Viva a Música"): «...pelos seus olhos de água passam matizes de verde que são a um tempo o grito de vida da lezíria ribatejana e a esperança que na sua poesia musical renasce a cada instante. Escrever sobre o Pedro é sempre frustrante porque vida não rima com talento; e sensibilidade não rima com arte; e esperança não rima com honradez. E no entanto, a vida e a obra de Pedro Barroso são compostas de tudo isto e o muito mais que um universo de palavras nunca esgotaria».


Notável compositor e intérprete, Pedro Barroso é ainda um excelente poeta, indiscutivelmente um dos melhores entre os cantautores portugueses, perfeitamente a par de nomes como Fausto Bordalo Dias ou Sérgio Godinho. Pedro Barroso não pertence à categoria dos autores/cantores em que as palavras funcionam como mero adorno da música: os seus poemas valem por si sós e fazem dele um dos grandes autores/cantores contemporâneos. 
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A diversidade e a qualidade da obra de Pedro Barroso são denominadores comuns e, entre a declamação e o canto de poemas invulgares, não se afigura tarefa simples tal escolha. A cada momento, em cada pormenor, na palavra como no acorde, o autor surpreende e seduz, empolga e emociona, sugere e aponta, reduz ou alarga os horizontes da nossa imaginação.
Ouvi-lo é assumir uma cumplicidade, pois nada nele é neutro ou decorativo. Em cada frase há conteúdo, liminarmente directo ou subtilmente metafórico. [**]




Fontes 
[*]  A nossa Rádio         [**]  Largo dos correios 





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